Associe-se
Contato

Textos


Que parapente eu compro?
 
Que parapente eu compro?
 
 
A verdade é que o piloto deve buscar confiança no equipamento que está voando. Quantos pilotos vocês já viram que mudaram para equipamentos mais radicais e acabaram fazendo vôos menos interessantes que antes ou terminaram por se acidentar? E o que dizer de pilotos recém formados que ficam batendo a cabeça atrás do equipamento mais adequado por um tempo enorme? 
 
Quantas vezes vocês já viram escolas e instrutores piratas que oferecem equipamentos perigosos para pilotos novatos sob o pretexto de que "é melhor assim"?
 
Isto acontece constantemente! Muita gente é compelida a trocar seu parapente por um modelo mais radical achando que este irá mudar muito a sua vida de voador. E muda... para pior em muitos casos, pois o piloto que antes decolava nas mais diferentes condições, agora seleciona demais e termina por ficar na rampa assistindo os outros voar enquanto seu High-Perfo fica guardado dentro da mochila.
 
A primeira coisa a se considerar é o seu perfil; veja logo abaixo:
 
Tabela de sugestão de equipamentos
Freqüência de vôo
Tempo de vôo
 
Tabela de sugestão de equipamentos
  Freqüência de vôo

Tempo de vôo

Pouco freqüente (2x/mês)

Freqüência normal (4 a 6x/mês)

Fanático (8 ou mais vezes ao mês)

Recém formado Classe 1 Classe 1-2

Classe 1-2

Classe 1-2

Classe 1-2

Classe 1-2 avançado
Cerca de um ano 

Classe 1-2

Classe 1-2

Classe 1-2

Classe 1-2 avançado

Classe 2

Classe 2
2 anos

Classe 1-2 avançado

Classe 2

Classe 1-2 avançado

Classe 2

Classe 2-3

'Classe 2-3
3 ou mais anos Classe 2 Classe 2-3

Classe 2-3

Classe 2-3 ouCompetition

Classe 2-3

Competition
Estilo do piloto Conservador Arrojado Conservador Arrojado Conservador Arrojado
 
 
 
Classe 1:
 
Também chamados de "Escola". São aqueles parapentes que recebem homologação DHV 1 e 1-2 e são muito mansos, possuindo uma grande capacidade de "perdoar" erros do piloto. Não são muito ágeis, podendo "cansar" pilotos mais arrojados ou muito freqüentes.
 
Classe 1-2:
 
Também chamados de "Iniciante - Intermediários básicos". São parapentes perfeitamente indicados para iniciantes, porém um pouco mais ágeis na pilotagem, mas sem comprometimento da segurança passiva. A grande maioria de quem começa no esporte, inicia comprando um parapente desta categoria. Muita gente jamais troca de categoria, muita gente acaba retornando para esta categoria, pois os DHV 1-2 da atualidade oferecem um rendimento bastante condizente com um ótimo nível de segurança.
 
Classe 1-2 avançado:
 
Este é o "pau pra toda obra". Também chamados de "Intermediários básicos".  Apesar de receberem homologação DHV 1-2 na maioria das vezes, são parapentes intermediários pois possuem comportamento mais ágil que os da classe 1-2. Entretanto, como intermediários, são bastante tranqüilos apesar de terem rendimento superior aos da categoria anterior. Não são muito indicados para iniciantes, mas uma vez que compreendem um mercado bastante importante, o melhor deles inclusive, as fábricas mais velozes estão investindo nestes equipamentos atualmente.
 
Classe 2:
 
Também chamados de "Intermediários avançados".São verdadeiros intermediários e com homologação DHV 2. Indicados para pilotos que já voam a pelo menos 1 ano e são arrojados e em busca de vôos de longa distância ou participar de campeonatos. Não são indicados para os pilotos pouco freqüentes ou mais conservadores:
 
Classe 2-3
 
Também chamados de "Performance". São parapentes de alta performance, apenas indicados para quem realmente tem experiência e participa de competições ou faz vôos de longa distância. Precisa de atenção constante do piloto e pode exibir comportamento bastante perigoso diante de erros. É completamente contra-indicado para pilotos que querem tranqüilidade, pouco freqüentes e com pouca experiência. Alguns modelos são um pouco mais tranquilos e até possuem homologação DHV 2, como o Gin Zoom e o Nova Radon ou o Apco Simba, porém não deixam de ser parapentes exigentes.
 
Competition
 
São os modelos de competição das fábricas. Normalmente não possuem homologação e seu uso é por conta e risco do piloto. São parapentes muito ariscos e difíceis de serem pilotados. Precisam de muito input do piloto e possuem reações potencialmente dinâmicas e perigosas. Pilotos com pouca experiência estarão a um passo de conhecerem a vida além túmulo ao teimarem e voar com um parapente de competição
 
Conclusão
 
Proteja-se contra as sugestões de outros pilotos (que não entendem do assunto) ou pior, instrutores inescrupulosos querendo livrar-se de equipamentos encalhados. Não há o menor sentido em iniciar no esporte adquirindo um equipamento intermediário ou de alta performance, por mais aparentemente vantajoso que o negócio seja. É risco de vida na certa. Duvide de conversa mole de gente que não tem respeito pelas pessoas e só pensa em seu benefício próprio. Procure escolas e instrutores homologados pela Associação Brasileira de Parapente ABP. Não faça vôo duplo com pilotos sem habilitação. É risco de vida na certa!
 
Se você já conhece seu saída de escola ou intermediário, não é um piloto de competição e só quer voar por lazer, fazer uns crozinhos de vez em quando, enrolar umas térmicas e terminar o dia com a galera, tudo com segurança e bom rendimento, então seu parapente é um INTERMEDIÁRIO. Aquele DHV 2 sabe? Esqueça os 2-3, são mais caros, exigem muito do piloto e só são úteis se você voa competição regularmente e está disputando posições no campeonato.

Fonte: Silvio Ambrosini - Sivuca - Data: 08/01/2011
 


  ABP - Associação Brasileira de Parapente - Copyright 2016 © Todos os direitos reservados. Runtime Sistemas