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O fator coriolis e a interferência no giro das térmicas
 
O fator coriolis e a interferência no giro das térmicas
 
...Interessante é o fato que descrevemos a seguir: Jogamos o corpo para auxiliar na curva. Entretanto, quando a ascendente é fraca demais (menos de 0.5m/s) este eventual "jogo" de corpo acaba aumentando a inclinação do velame, contribuindo para uma diminuição da performance geral, ou seja, atrapalhando. Assim, pudemos ao longo dos anos perceber que em térmicas muito fracas, o ideal mesmo e usar mais freios para que evitemos as inclinações maiores e possamos fazer um giro "chato" na termal. Pudemos até perceber casos onde o piloto contra-balanceia jogando o corpo para o lado de fora (!) da térmica enquanto atua nos freios com mais energia. É claro que tal manobra nos coloca numa situação muito delicada no que concerne ao ponto de stall, sendo somente conveniente em térmicas muito fracas. Nas mais fortes, experimentaríamos problemas com certeza.
 
O sentido de rotação tem sido objeto de discussão de muitos pilotos há muito tempo. Em geral, giramos para o lado que levanta a asa, ou seja, se recebemos uma ascendente pela nossa direita, é para a direita que viramos e vice-versa. Entretanto, vale aqui se fazer de um pequeno adendo para invocarmos a força de Coriolis. Com a rotação do globo terrestre, existe um considerável gradiente de velocidade de deslocamento das grandes massas, diferindo as latitudes mais próximas dos pólos daquelas próximas do equador. Estas últimas deslocando-se muito mais velozmente. Então, como resultado dessa diferença de velocidades de uma mesma massa, temos a rotação da massa. Dizemos ainda que a força de Coriolis determina o sentido de rotação de todas as massas de ar. Por isso, giram as frentes no sentido horário no hemisfério sul e vice-versa.
 
Provavelmente, neste micro-sistema depressionário formado pela ascendente térmica, o fator Coriolis acaba tendo uma influência insignificante e acabe não sendo a causa dos movimentos de rotação.
 
Mas as térmicas giram !, afirmam alguns pilotos, principalmente quando observam um dust-devil. Outros afirmam conseguir melhor desempenho girando para um lado do que o outro.
 
Bem, se elas giram, será lógico pensar que devemos girar contra seu sentido, assim obteremos curvas mais fechadas com menores inclinações e conseqüentemente perdendo menos altura. Cabe a cada piloto encontrar o máximo de sua performance através das experimentação de vários fatores. Seja como for, algumas térmicas se trabalham melhor em um sentido e o piloto completo deve ter isto em mente...
 
Silvio Ambrosini

Fonte: Silvio Ambrosini - Sivuca - Data: 08/01/2011
 


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